Intersindical traiu os Rodoviários do DF e fez o jogo do esquema CUT-PT

A intersindical-DF desempenhou um covarde e sujo papel nas recentes eleições do Sindicato dos Rodoviários do Distrito Federal, realizadas nos últimos dias 2, 3 e 4 de março. Até a véspera das eleições a Intersindical-DF declarava apoio à chapa de oposição – a chapa 2 – URDF – União dos Rodoviários do Distrito Federal. No curso da campanha, vários ativistas e dirigentes da Intersindical participaram das plenárias realizadas semanalmente pela URDF.

Nestas reuniões declaravam irrestrito apoio a URDF-Chapa 2 e criticavam a diretoria pelega do Sindicato-CUT e o governo Lula. Inclusive, na reta final, tinham se comprometido a destacar ativistas para participarem de todo processo de coleta e apuração de votos, pois se diziam conhecedores dos meios utilizados freqüentemente pela CUT para fraudar as eleições sindicais e que teriam estratégias para desmontar a fraude.

Estranhamente, na manhã do dia 1º de março, na véspera das eleições, quando era realizada reunião para fechar a lista de mesários e discutidas as orientações para enfrentar o processo de fraude que estava sendo posto em prática pela diretoria do Sindicato/CUT; um companheiro da direção da chapa 2 recebeu uma ligação telefônica de uma pessoa que em nome da Intersindical comunicava a retirada do apoio, que não mais indicariam os mesários que haviam se comprometido, sob a alegação que a chapa era vinculada a Nova Central.

A covardia política da Intersindical fica patente ao não terem colocado esta questão em nenhuma das inúmeras discussões abertas e democráticas feitas semanalmente pela URDF e por saírem do processo no seu momento mais decisivo e ainda utilizando-se de uma falsa questão. Questionados ao apontar o nome de qualquer membro da chapa 2 que fosse vinculado a Nova Central, não conseguiram selecionar um nome sequer! Na verdade, trata-se de uma alegação falsa, usada para retirar-se de fininho do campo de batalha.

O que a Intersindical quer esconder com sua atitude covarde e com ataques caluniosos a classista e combativa Liga Operária? Quer esconder a política de conciliação que ela e outros setores centristas e eleitoreiros que compõem a sua articulação com a CUT e o governo FMI-Lula. A Intersindical, a bem da verdade, continua com vínculos com a CUT, tem ativistas e dirigentes em sindicatos filiados a CUT, e todo seu projeto subordina-se ao jogo eleitoral de 2010.

Quem vive se esfregando com a Nova Central, CUT e demais centrais governistas é justamente a Intersindical; vide as agendas de mobilizações conjuntas, como a do próximo dia 30 de março!
A chapa 2 – URDF – desde o início da campanha declarou sua total independência das centrais sindicais e dos partidos políticos. Afirmou que não aceitava apoio em troca da vinculação a qualquer central, que essa discussão teria que ser tomada é pela classe, após a decisão eleitoral. Inclusive tomou a decisão que encaminharia a desfiliação da CUT, devido às traições e peleguismo praticadas contra a classe.

A chapa 2 – URDF – marcou sua atuação pelo classismo, independência e combatividade. Mobilizou os rodoviários na luta por melhores salários, contra a bilhetagem eletrônica, contra a entrada dos rodoviários pela porta dianteira, contra as demissões, em defesa do passe-livre, redução do preço das passagens, etc. Em retaliação a patronal e os pelegos do Sindicato e da CUT articularam demissões de ativistas da chapa de oposição. A realização de combativas paralisações, panfletagens, mobilizações nos terminais de ônibus e denúncias no congresso nacional foram as respostas da chapa classista.

Esta posição combativa e independente dos Rodoviários de Brasília conquistou o apoio de muitas entidades de luta, mas incomodou a diretoria petista e pelega do Sindicato e também balizou as posições centristas e vacilantes da Intersindical-PSOL e Conlutas-PSTU que, igual a CUT, usam a intervenção no movimento sindical como trampolim para projetar lideranças e servir prioritariamente a participação no podre processo eleitoral burguês.

A Liga Operária desde o inicio apoiou e segue apoiando a URDF. A nossa estratégia de defender os interesses imediatos e futuros dos trabalhadores, de combater intransigentemente a participação nesta farsa eleitoral da burguesia, de defender a aliança operário-camponesa para fazer uma mudança profunda no país através de uma Revolução Democrática ininterrupta ao Socialismo, certamente incomoda os covardes, fracos e oportunistas eleitoreiros, como fica demonstrado nesta recente eleição sindical. Mas essa estratégia tem repercutido cada vez mais fundo nas verdadeiras lideranças dos trabalhadores, nas cidades e no campo.

Repelimos os que fogem de combater o que há de mais nefasto hoje no movimento sindical que é o governo FMI-Lula, gerenciado pelo pelego-mor Luiz Inácio, com o apoio do seu instrumento que é a CUT, secundada pela Força Sindical. As outras centrais oficiais (NCST, CTB, CGTB, UGT) secundariamente também apóiam esse projeto nefasto. Setores centristas e oportunistas-eleitoreiros, como a Intersindical e Conlutas, ao contrário de fortalecer a preparação de uma GREVE GERAL para combater os ataques do governo e da patronal contra os trabalhadores, estão é desmobilizando e participando ativamente de uma agenda de pseudo-mobilizações encabeçadas pela CUT.

Entre outras mentiras e calúnias, a Intersindical acusa o Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte de ser filiado a NCST. O Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte não é filiado a nenhuma central e é atacado não só pela patronal como por toda reação devido a suas posições combativas e por ser integrado por ativistas da Liga Operária.

A Intersindical acusou a Liga de manipular

A manipulação é o método ordinário do meio que circula a Intersindical, que tentou manipular e quebrou a cara. Suas jogadas foram rechaçadas pelos Rodoviários da URDF e contrariada restou-lhe o ato sorrateiro e covarde às vésperas das eleições.

Os rodoviários de Brasília, no momento, combatem a fraude perpetrada pela CUT, que teve o apoio da covardia política e complacência da Intersindical. O fortalecimento da URDF, a organização de um forte movimento de base e o combate e desmascaramento de todas as posições oportunistas são o caminho para enfrentar a diretoria pelega e ilegítima do Sindicato e para enfrentar os cortes de direitos e a repressão patronal e do governo.


Brasília, 23 de março de 2009
Liga Operária