A classe operária em nosso país segue lutando para defender e fazer realidade direitos conquistados ao longo de décadas. Lutando, também, para ampliar conquistas como é a luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários. Nas últimas semanas assistimos a importantes demonstrações de força e disposição de luta da classe operária no país, como a greve dos trabalhadores da BYD, da Petrobrás, dos Correios e contra a privatização da COPASA (MG).
As conquistas da classe operária em nosso país, ao longo da história, não foram presentes de governos nem concessões da burguesia, mas resultado direto de greves, mobilizações e enfrentamentos.
O salário mínimo, por exemplo, já figurava como reivindicação central na Greve Geral de 1917. Embora instituído apenas em 1936, seu objetivo era garantir a sobrevivência do trabalhador e de sua família. Hoje, o salário mínimo vigente está muito aquém do necessário, contrariando inclusive os cálculos do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), baseados na constituição e que preveem um salário mínimo de R$ 7.067,18 (para novembro de 2025) enquanto o governo tenta mascarar essa realidade com discursos de “aumento real”.
As férias remuneradas também foram fruto de luta, constando na pauta da Greve Geral 1917, sendo conquistada, parcialmente, em 1925 e ampliada ao longo das décadas seguintes. O mesmo ocorreu com a jornada de oito horas diárias, bandeira histórica da classe operária por todo o mundo, marcada pelo martírio dos trabalhadores de Chicago em 1886. No Brasil, embora formalizada na Constituição de 1934, essa conquista veio acompanhada de limitações e retrocessos ao longo do tempo.
O repouso semanal remunerado, a estabilidade no emprego e o FGTS ilustram bem como o sistema utiliza verdadeiros “cavalos de Tróia”.
O FGTS, criado em 1966, foi apresentado como proteção ao trabalhador, mas, na prática, serviu para desmontar a estabilidade no emprego substituindo um direito histórico por uma falsa garantia financeira. Hoje, a estabilidade permanece apenas de forma limitada para alguns setores e situações específicas.
O 13º salário, outra grande conquista, foi resultado direto da Greve Geral de 5 de julho de 1962, apesar da feroz oposição da grande imprensa, que anunciava desastres econômicos que jamais se concretizaram. O mesmo pode ser dito da aposentadoria e das pensões, conquistadas inicialmente por ferroviários e servidores públicos e posteriormente ampliadas, mas hoje profundamente atacadas pelas chamadas “reformas”, que retiram direitos e dificultam o acesso aos benefícios.
Mesmo em períodos de forte repressão, como durante o regime civil-militar que infelicitou o país durante longos 21 anos (1964-1985), a classe operária encontrou formas de luta e resistência para conquistar e manter direitos.
Atualmente, todos esses direitos estão sendo sistematicamente pisoteados pelos reacionários e seus aliados, que buscam manter a concentração de renda nas mãos de uma minoria de magnatas.
Diante desse cenário, cabe aos lutadores classistas e democratas organizar as massas, resistir a cada ataque e preparar uma Greve Geral de Resistência Nacional. Dessa forma damos passos definitivos, para derrubar essa política-economica, sem ilusão alguma em falsas promessas, devemos construir a Greve Geral de Resistência Nacional, por esse caminho se guiado por uma vanguarda autêntica e decidida, teremos condições de por abaixo, essa política-econômica e social antipovo, vende-pátria e de submissão ao imperialismo, principalmente ianque!
Ousar lutar, ousar vencer!

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