Nesse 1º de maio de 2026 a Liga Operária saúda efusivamente os povos em luta por sua libertação do jugo do imperialismo, destacando a firmeza inquebrantável do povo palestino, desde o glorioso Dilúvio de Al-Aqsa no 07 de outubro de 2023 até os dias de hoje, com o crescimento da Resistência Nacional Anti-imperialista dos povos e nações oprimidas de todo o “Oriente Médio” (Ásia Ocidental) combatendo o imperialismo e o sionismo.
Saudamos efusivamente o povo iraniano, que resistem desde 28 de fevereiro de 2026 à agressão imperialista ianque (dos Estados Unidos) sionista (de “Israel”) por meio de sua poderosa autodefesa e contra-ataques da legítima Resistência Nacional do Irã, que conta com a direção do governo islâmico xiita, suas forças armadas e ampla mobilização das massas populares, do campo e da cidade, em defesa da soberania desse grande e poderoso país. O Irã se apresenta como a principal e mais decisiva frente de combatente na luta anti-imperialista nos dias presentes. Soma-se ao Irã movimentos de libertação nacional coordenados pelo “Eixo da Resistência”, como o Hezbollah (Líbano), os Houthis (Iêmen) e grupos político-militares da Resistência no Iraque, na Síria e por toda a região contra os covardes ataques perpetrados pelo imperialismo ianque (EUA) e a entidade sionista (“Israel”) que segue impondo o odioso holocausto e genocídio contra o heroico povo palestino, principalmente em Gaza, bastião da Resistência.
Saudamos os povos em luta dirigidos por Partidos Comunistas Maoístas no Peru, Índia, Turquia e Filipinas. Destacamos a resistência dos povos “Adivasis” (povos originários da Índia) que, sob a direção consequente do Partido Comunista da Índia (Maoísta), enfrentam os mais duros ataques do imperialismo e do governo do fascista Narendra Modi, que persegue os lutadores do povo por meio da Operação Kagaar, que é reforçada pela atuação da quinta-coluna da camarilha de traidores revisionistas de Sonu e Satish — que depuseram suas armas e delataram a direção do PCI (Maoista) para servirem ao reacionário estado indiano.

Viva os 140 anos da luta pela redução da jornada de trabalho iniciada em 1º de Maio de 1886!
A data do 1º de Maio celebrada em todo mundo, não é um dia comum, pelo contrário, é um dia que marca uma das mais importantes lutas do proletariado, onde os operários de Chicago/EUA, deflagraram uma importantíssima greve geral, exigindo a redução da jornada extenuante de trabalho, que 1886 chegavam de 12 a 16 horas de trabalho diário. Por essa determinação dos operários, o aparato repressivo do Estado ianque, tentou afogar em sangue a revolta operária e condenou os operários: August Spies, Albert Parsons, Adolf Fischer e George Engel foram enforcados; Samuel Fielden e Michael Schwab teve posteriormente as penas reduzidas à prisão perpétua – mais tarde em 1983, Fielden, Schwab e Oscar Neebe conseguiram após muita pressão da massa operária de todos os países, que o governo da cidade de Illinois/EUA, John Peter Altgeld, concedesse o perdão, criticando veementemente o julgamento tendencioso, realizado por um júri reacionário.
À época da Greve Geral de Chicago de 1886 os operários lutavam por reduzir a jornada de trabalho conquistando as 8 horas de trabalho diário. Hoje, passados 140 anos, os trabalhadores brasileiros lutam pela redução da jornada de trabalho, que costuma ultrapassar as 10 horas diárias se somado o tempo gasto com o transporte e, muitas vezes, ultrapassa as 12 horas diárias, como os entregadores e motoristas por aplicativos. A classe operária e demais classes trabalhadoras seguem lutando de forma incansável pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salário. Como resultado dessa luta existem tramitando dois projetos no Congresso e há uma forte pressão popular para implementação imediata da redução da jornada de trabalho sem redução de salário.
O governo de turno de Luiz Inácio da Silva/PT colocou, em caráter de Urgência Constitucional, em 14/03, o Projeto Lei que era defendido por Érica Hilton/PSOL de SP e Reginaldo Lopes/PT de MG que pleiteiam o fim da escala 6×1 e a implantação da escala 4×3. Buscando a conciliação o presidente Luiz Inácio da Silva/PT está articulando com o parlamento a proposta de fim da escala 6x1de 44 horas semanal e a implantação da escala 5×2, com 40 horas semanais e existe uma grande possibilidade dessa contraproposta passar, dado a comoção popular pela redução da jornada de trabalho. Essa será uma vitória histórica dos trabalhadores brasileiros que representará mais tempo para descanso, convívio familiar e uma vida mais digna para aqueles que constroem tudo e não tem direito a nada! Como de costume, o governo de turno oportunista e outros políticos pescadores de águas turvas farão de tudo para se cacifar dessa conquista da Classe no seu jogo sujo da farsa eleitoral.
Preparar a Greve Geral de Resistência Nacional
É o momento de aproveitarmos essa vitória para impulsionar ainda mais a mobilização dos trabalhadores exigindo: redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais sem redução de salário; imediata revogação das “reformas” trabalhista e da previdência; retorno da homologação nos sindicados, contra a privatização das estatais e da entrega de nossas terras raras ao imperialismo, em defesa da saúde e educação públicos, revogação do “arcabouço fiscal”, salário mínimo estabelecido pelo DIESSE (que ultrapassa os R$ 7.000,00); estatização da mineradoras, liberdade de manifestação e organização, terra para quem nela trabalha entre outras reivindicações econômicas, políticas e sociais da Classe.
Fundada a Liga Anti-imperialista no Brasil (LAI)
Cerca de 200 pessoas, representando dezenas de movimentos populares por todo o país, da cidade e do campo, se reuniram para fundar a seção brasileira da Liga Anti-imperialista Internacional (LAI). O objetivo da LAI, cujo congresso mundial de fundação ocorreu no início do mês passado na Colômbia, é unificar movimentos e reivindicações contra as políticas imperialistas. No Brasil, a LAI convoca o povo a unificar suas lutas por melhores condições de vida e trabalho com as palavras de ordem “fora ianques da América-Latina!” e “terra para quem nela trabalha!”.
Fora ianques da América Latina!
Após mais de 2 anos de genocídio em Gaza, incontáveis agressões contra os povos e nações do “Oriente Médio” e a acachapante derrota contra a nação iraniana, o imperialismo ianque (Estados Unidos) mira suas garras na América Latina, que os ianques tratam como o seu quintal. Após sequestrar Maduro, impor ainda mais bloqueio contra Cuba e espalhar tropas por diversos países da América do Sul, (Colômbia, Paraguai e Equador), os imperialistas ianques (Estados Unidos) declararam o seu propósito de atacar militarmente nosso País usando como pretexto a inclusão de duas organizações criminosas, PCC e CV, na lista de organizações terroristas pelos Estados Unidos.
No final do mês passado, os imperialistas ianques compraram a mineradora brasileira Serra Verde, avançando no controle sobre as terras raras do Brasil. Enquanto as riquezas de nosso País são vendidas quase de graça aos imperialistas, nosso povo padece na miséria e na fome, sofrendo sem terra para trabalhar e viver, com salários de fome e enfrentando genocídio policial e o crescimento em espiral da violência contra os pobres na cidade e no campo. O proletariado, os camponeses pobres, a pequena burguesia, o conjunto dos trabalhadores, os pequenos e médios proprietários, intelectuais, artistas e juventude, todo o nosso povo, devemos nos unir no caminho da luta anti-imperialista defendendo os interesses de nossa Nação, ameaçada de ainda mais flagelos pela besta-fera imperialista ianque (Estados Unidos).
Todo apoio à Revolução Agrária!
Uma verdadeira guerra ocorre no campo de nosso País hoje. É a Revolução Agrária, a continuidade da histórica luta do nosso povo por “terra para quem nela vive e trabalha”. Hoje, os camponeses, em regiões como a Amazônia e a zona da mata, no Nordeste, respondem de forma armada às agressões do latifúndio e do velho Estado. Por todo o país camponeses, quilombolas e indígenas lutam pela destruição do latifúndio. Defender a luta pela terra é defender a soberania de nosso País sobre o nosso território e suas riquezas. É defender nossa natureza da destruição indiscriminada para extração de minérios, plantio de soja, criação de gados e para a produção de mais commodities (matéria prima in natura) para o mercado internacional. A destruição do latifúndio por meio da aliança operário-camponesa e da Revolução Agrária é a tarefa mais importante da luta anti-imperialista em nosso País.
Baixe o boletim do 1º de maio 2026 da Liga Anti-imperialista – LAI e Liga Operária

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